Morte de JK, acidente ou assassinato?

JK foi assassinado?

Juscelino Kubitschek não morreu em acidente?

JK teria sido vítima de atentado político, não de acidente. 

As dúvidas quanto a danos no veículo e ao trajeto na Dutra.

Comissão Municipal da Verdade “Vladimir Herzog” (Câmara Municipal de São Paulo, 2013): divulgou relatório falando em cerca de 90 indícios de assassinato.

Comissão Estadual da Verdade de SP (2014): também concluiu por assassinato.

Comissão Nacional da Verdade (2014): em relatório preliminar, depois reforçado publicamente, concluiu que JK e o motorista Geraldo Ribeiro morreram em decorrência de acidente e que não há elementos materiais de homicídio. Houve embate público entre a CNV e a comissão paulistana; a Justiça Federal posteriormente extinguiu ação da comissão de SP contra a CNV.

Entrevista do programa Dois Pontos (TV UFMG) apresentada por Pablo Nogueira com Serafim Melo Jardim (amigo e ex-assistente de JK; presidente da Casa de Juscelino em Diamantina) e participação de William Santos (então presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG). O eixo do debate é a tese de Serafim: Juscelino Kubitschek não morreu em acidente, mas em atentado político executado durante a ditadura militar. O programa revisita indícios levantados por ele e por comissões da verdade de São Paulo (municipal e estadual) — colisão na Via Dutra (1976), versões contraditórias de laudos, supostas ameaças prévias, e a morte quase simultânea de JK, Jango e Lacerda. Também são citadas decisões que foram no sentido oposto: em 2014, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluiu que a morte decorreu de acidente automobilístico, sem elementos materiais de homicídio. O diálogo contrapõe “conjuntura política” e “prova pericial”, discute limites de investigações da época e o papel de instituições civis (OAB/MG, Câmara Municipal de SP). Ao final, Serafim defende a reabertura permanente das apurações; os participantes concordam que o tema é de interesse público e de memória histórica.

Hoje, não existe consenso institucional. O padrão pericial dominante (Câmara 2001 + CNV 2014) aponta acidente; o padrão indiciário (comissões de SP e MG) sustenta atentado ou probabilidade de atentado. Até que a reavaliação federal publique novos laudos, a conclusão tecnicamente mais robusta permanece a de acidente, com controversas abertas por inconsistências históricas e pela conjuntura de 1976.


Atores: Pablo Nogueira (apresentador); Serafim Melo Jardim (Casa de Juscelino, Diamantina); William/Willian Santos (Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG). Assista em;

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